Dia Internacional da Paz
21 setembro del 2002
 
Em 1981 a Assembléia Geral havia declarado que no dia da abertura do período ordinário de seções da Assembléia Geral “seria proclamado e observado como Dia Internacional da Paz, e estaria dedicado a comemorar e fortalecer os ideais da paz em cada nação, cada povo e entre eles”. Na mensagem emitida para a comemoração do Dia, em setembro de 1998 o Secretario Geral pediu: “a todos os líderes das nações em guerras que deixassem de lado suas próprias ambições e que pensassem no seu povo, que resistissem a tentação de buscar a glória por meio das conquistas e que reconhecessem que a capacidade de governar pacificamente, por si mesmo, traria para eles e seus povos as recompensas que merecem”.

A Assembléia Geral declarou, da mesma forma, que o Dia Internacional da Paz se observaria sucessivamente como dia de cessar fogo e de não-violência a nível mundial, a fim de que todas as nações e povos se sintam motivados para cumprirem um cessar de hostilidades durante todo esse dia.

Uma convocação a todas as pessoas que anelam a paz:
Um grupo pequeno que representa uma ampla variedade de tradições religiosas e espirituais empreendeu a tarefa de envolver a muitas pessoas e organizações para que esse dia se converta num Dia Internacional de Vigília pela Paz, com o seguinte objetivo: “animar a realização de uma vigília mundial de 24 horas pela paz e a não-violência no Dia Internacional da Paz, o sábado, dia 21 de setembro de 2002 em todas as casas de culto e de exercícios espirituais, por parte de todos os grupos e pessoas religiosas, todos os homens, mulheres e crianças que buscam a paz no mundo”.

Esta Vigília global de 24 horas tem o objetivo de demonstrar: “o poder da oração e de outras práticas espirituais para promover a paz e evitar os conflitos violentos”.

Trata-se de uma iniciativa de caráter mundial que ajudará também a informar e a tomar consciência sobre a importância do Dia Internacional da Paz, e ao mesmo tempo, apoiará o advento e a estabilidade da paz em todas as nações. Confira o site: www.idpvigil.com

O convite se estende, por tanto, a todos os grupos, associações, entidades, comunidades religiosas, famílias e, outras pessoas que apóiem esta iniciativa mundial e participem de algum modo nesta Vigília de 24 horas no dia 21 de setembro de 2002.

Sugestões para a oração
A criatividade das comunidades e grupos organizadores dos momentos de oração abertos ao bairro e a todos os de desejem participar, serão sempre bem-vinda para se alcançar o objetivo proposto, tomando em conta os diferentes contextos sócio-culturais e religiosos.

Em seguida apresentamos uma breve proposta para um momento de oração

 
QUE A PAZ DE DEUS
HABITE EM NOSSOS CORAÇÕES
 
Dirigente: Preocupados pela necessidade de pôr fim a violência, queremos responder ao convite da ONU, dedicando o dia 21 de setembro para orar pela paz.

Diante dos conflitos que afetam as nações, deixando cada dia mergulhados na dor a muitos irmãos e irmãs nossos (as), vítimas da violência injusta e devastadora, nos perguntamos com freqüência: Que podemos fazer para que haja paz? Como influir sobre quem tem em suas mãos o governo das nações para que promovam a harmonia entre as pessoas e os povos? Que podemos fazer como comunidade ou grupo para construir a paz? Qual pode ser meu compromisso pessoal?

Estas são algumas das interrogações que estão motivando nossa oração no dia de hoje. Precisamos pedir a Deus que nos conceda o dom da paz, com a certeza de que orar pela paz implica construí-la em nosso cotidiano, deixando que o Evangelho inspire nossos sentimentos e ações.

 
Canto:

Dirigente: As motivações de João Paulo II ao convidar os representantes das religiões do mundo para orar juntos pela paz, iluminam o sentido de nosso encontro e nos animam a abrir nosso coração a Deus.

Leitor 1: A oração pela paz não é um elemento que “vem depois” do compromisso pela paz; pelo contrário, está no coração mesmo do esforço pela edificação de uma paz com ordem, na justiça e na liberdade.

Leitor 2: Orar pela paz significa abrir o coração humano a irrupção do poder renovador de Deus. Com a força vivificante de sua graça, Deus pode abrir caminhos a paz ali onde parece que só há obstáculos e obstruções; pode reforçar e ampliar a solidariedade da família humana, apesar de prolongadas histórias de divisões e lutas.

Leitor 1: Orar pela paz significa orar pela justiça, por um adequado ordenamento das nações e das relações entre elas. Quer dizer também pedir pela liberdade, especialmente, pela liberdade religiosa, que é um direito fundamental humano e civil de todo indivíduo.

Leitor 2: Orar pela paz significa pedir para alcançar o perdão de Deus e para crescer, ao mesmo tempo, na valentia que é necessária para quem quer, por sua vez, perdoar as ofensas recebidas.

Canto:

Dirigente: “Bem-aventurados aqueles que trabalham pela paz”. Jesus não fala dos pacíficos, mas dos que trabalham pela paz, dos que a possibilitam. Como Jesus trabalhou para fazer a paz uma realidade? As bem-aventuranças que Jesus proclama englobam toda as dimensões de nossa vida e são as únicas alternativas válidas diante de um mundo globalizado e excludente.

Proclamação da Palavra de Deus: As bem-aventuranças (Mt 5, 1-12).

Momento de silêncio (se possível convidar os participantes a comentarem o texto, atualizando-o).

Dirigente: Peçamos perdão por nossa cumplicidade na violência e na injustiça que destroem o mundo.

A cada petição responde-se: Senhor, perdoai a nossa indiferença e dai-nos o seu perdão!

- Pela dureza de nosso coração: Senhor ...
- Por esbanjar nossos dons: Senhor ...
- Por querer acumular muitas coisas: Senhor ...
- Por ferir nossa “mãe terra”: Senhor ...
- Por ignorar aos pobres: Senhor ...
- Por confiar nas armar: Senhor ...
- Por não querer escutar: Senhor ...
- Por desejar o poder: Senhor ...
- Por querer ganhar às custas das armas e ódios; Senhor ...
- Por não querer arriscar a buscar a paz: Senhor ...
- Por nossa falta de confiança: Senhor ...
- Por nossa passividade: Senhor ...
- Por nossa falta de esperança: Senhor ...
- Por nossa falta de amor: Senhor ...
- Por nossa falta de compromisso: Senhor ...
- Por nossa arrogância: Senhor ...
- Por nossa impaciência: Senhor ...
- Por nosso silêncio e cumplicidade: Senhor ...

(Sugestão: Utilizar neste momento algum símbolo, por exemplo, uma bacia com água indicando o perdão que rogamos a Deus).

Dirigente: Cura nossos corações com um arrependimento sincero e converta-nos, Senhor, para que a violência não crie raízes em nossas vidas, nem germine nela os frutos da discórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Momento de silêncio:

Dirigente: A verdadeira paz é “obra da justiça”, é fruto do respeito pela dignidade das pessoas e dos povos, sempre sedentos de concórdia, de harmonia e de amor. A paz verdadeira e duradoura, só pode nascer do encontro da justiça com a misericórdia.

A cada petição responde-se: Converte nossos corações, Senhor!

- Para que pratiquemos a compaixão: Converte ...
- Para que assumamos a não-violência: Converte ...
- Para que perdoemos de coração: Converte ...
- Para que sejamos misericordiosos: Converte ...
- Para que lutemos pela justiça: Converte ...
- Para que sejamos solidários: Converte ...
- Para que vivamos com esperança: Converte ...
- Para que confiemos e nos atrevamos: Converte ...
- Para que sejamos construtores da paz: Converte ...
- Outras petições espontâneas ...

(um símbolo adequado para este momento poderia ser acender uma luz (vela) e ir passando de mão em mão como um desejo de que sejamos movidos reciprocamente pela misericórdia e compaixão).

Dirigente: Senhor da vida e da história, diante de ti se acalma toda tempestade; faz que teu povo se alegre sempre ao escutar tua Palavra e com a misericórdia e a compaixão construa na esperança a serena paz de teu Reino. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Momento de silêncio:

Rezar a oração de São Francisco, autor Pe. Irala.

Assembléia: Senhor, fazei de mim um instrumento de tua paz!

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Canto para finalizar o encontro:



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